A evolução do espartilho

Hoje um modelo de feminilidade, o espartilho já representou a opressão às mulheres, levando donzelas ao desmaio, quando seus laços apertados modelavam a cintura. Muito mais emblemático do que as demais peças do vestuário, vem de longe a história, do espartilho, também conhecido como corset* e corselet. Já na Idade Média as mulheres sentiam necessidade de dar suporte ao busto e à cintura, na época utilizando faixas de tecido. Nos séculos XII e XIV materiais mais rígidos costurados nas próprias roupas moldavam o corpo e o deixavam com uma forma mais esguia.


Logo surgiu o kirtle, um colete comprido e engomado reforçado com cordas e amarrado na frente. Mais tarde o kirtle passou a ser usado por dentro das roupas e posteriormente separado em corpete e saia. A mudança permitiu que o corpete fosse mais justo e a saia absurdamente volumosa. Além de ser muito mais fácil reforçar apenas uma peça para moldar o corpo, colocar a tensão apenas nesta peça ajudaria a prolongar a vida do vestido.


Surgiu assim, durante o século XVI o espartilho. Usado como um suporte para modelar as formas do corpo, ele reduzia o volume na cintura, mantendo o busto elevado e apertado deixando assim o corpo mais delicado. As costas ficavam numa postura extremamente reta proporcionando a distinção que era de se esperar de uma dama. A rigidez era o principal atributo do espartilho: esperava-se atingir a elegância de uma forma fina.



Os tecidos eram pesadamente engomados, utilizavam couro, junco, cordas engomadas em canais entre as camadas de tecido. O busk, uma placa de madeira ou marfim, era introduzido na frente do espartilho e poderia ser removido. Alguns eram esculpidos em forma de adagas para que as damas, mais cortejadas, pudessem se proteger de possíveis admiradores indesejados.


Alguns modelos eram tão rígidos e pesados que se tornavam nocivos para a mulher. Fragilizavam a coluna e atrofiavam os músculos. Esses modelos eram conhecidos como pipe-stem e wasp. Mas a maioria das mulheres queria apenas suavizar a cintura e valorizar os seios e usavam modelos mais comuns que não comprometiam o conforto ou a saúde.


No início do século XX o sutiã foi inventado e ficou cada vez mais popular. O espartilho, assim, foi deixado de lado pela maioria das mulheres.



No início do Século XXI o espartilho voltou com tudo


O espartilho usado nos dias de hoje não é tão diferente, apenas mais confortável. A linha da cintura é um pouco mais baixa acompanhando a curva do quadril, dando maior conforto. As alças ficaram mais comuns e o busto mais baixo e menos apertado, delineando formas mais arredondadas.


Atualmente existem vários modelos, para serem usados por baixo das roupas, sozinhos ou para aqueles momentos mais íntimos em que a mulher quer se sentir sexy e fatal.



Esses são alguns exemplos de espartilhos sexys vendidos pela Honey Be (confira outros aqui). Oferecemos ainda corsets e corselets, para quem deseja modelos sensuais que podem ser usados em vários looks.


*Apesar de ser popularmente um sinônimo para espartilho, o “corset” denomina uma fabricação mais sofisticada, usada para a prática de tight lacing (modelamento da cintura). As adeptas do Tight Lacing devem usar peças sob medida, para não prejudicarem a saúde.


0 comentários:

Postar um comentário

 

Flickr Photostream

Twitter Updates

Meet The Author