Sadomasoquismo: chicotes, algemas e muito mais...

O sadomasoquismo está em alta com o grande sucesso “Cinquenta Tons de Cinza”. O livro e a prática passaram a ficar em destaque nas conversas entre amigas, nas postagens em redes sociais, sites e nas revistas femininas. O assunto nunca havia sido muito debatido e, por isso, gera muitas dúvidas e muita curiosidade também. Mas o que seria exatamente sentir prazer na dor?


Para começar, é preciso entender que sadomasoquismo é a junção de duas práticas opostas: o sadismo e o masoquismo. O sádico sente prazer ao ver o outro sofrer e o masoquista gosta de sentir dor. Tudo reflete a necessidade de se impor em uma relação ou o contrário, a valorização em sofrer para agradar o outro. Para o sadomasoquista, não existe a ideia de violência, mas a busca de diferentes formas de prazer ligadas à dor e à humilhação, desde a dominação e a submissão, até as ações com punições físicas.


Andar com salto agulha em cima do corpo do parceiro, provocar queimaduras, amarrar, vendar os olhos, e até mesmo argolas para amarrar os mamilos, o pênis ou o clitóris e puxar são algumas das práticas que os casais sadomasoquistas gostam de fazer na cama. Entre os objetos preferidos estão roupas de couro bem coladas, tachas pontiagudas, algemas, bandagens, vela, chinelos, cordas, cadeados, fitas adesivas, chicotes, roupas de couro e de metal.



Nas últimas décadas, os praticantes têm preferido usar a sigla BDSM (Bondagismo, Dominação, Sadismo e Masoquismo) para fugir do estereótipo do “um bate e o outro apanha”.


#Bondagismo Prática de amarrar o parceiro, utilizando cordas, panos, tiras elásticas e até fitas adesivas. Nome também empregado para qualquer forma de aprisionar o outro, inclusive por algemas ou correntes.


#Dominação É a imposição, o ato de disciplinar ou adestrar a pessoa submissa na relação, conduzindo suas atitudes.


#Sadismo Alcançar a satisfação sexual através do sofrimento alheio. Ter um papel ativo na relação e atingir o orgasmo infringindo a dor no outro.


#Masoquismo Obter prazer mediante os próprios sofrimentos físicos ou morais. Assumir o papel passivo e só atingir o auge da excitação sendo mal tratado.


Na verdade, quando um sádico encontra um masoquista, o relacionamento sexual tem tudo para dar certo. Pode até parecer estranho para quem está de fora, mas se o casal está bem com isso, que problemas há? É um relacionamento como outro qualquer, apenas sem aromas de flores ou sabores de frutinhas... Só algemas e chicotes.


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