Saiu, na Revista Claudia, uma matéria sobre a onda de livros eróticos que caiu no gosto feminino. Com temáticas mais leves e uma mistura entre cama e romance, o gênero veio para ficar e especialistas defendem que esses livros são um avanço. Hoje, ninguém se choca com uma mulher lendo um romance erótico no ônibus. Na verdade, esse tipo de produto já existia, mas foi legitimado pelos lançamentos.
Nos EUA, o nome dessa literatura é mommy porn, ou seja, literatura erótica para mulheres comuns. O termo foi consagrado pelo livro Cinquenta Tons de Cinza, a trilogia escrita pela inglesa E.L. James, que bateu recordes assombrosos de venda ao misturar narrativas de cenas de sexo recheadas de sadomasoquismo com uma história de amor. Tamanho sucesso levou outras editoras do mundo todo a lançar os próprios romances do gênero na tentativa de aproveitar o frisson. Dezenas de títulos surgem a cada semana.
Alguns analistas do fenômeno dizem que o sucesso do mommy porn se deve à internet, pelos e-books e, também, pelo fato de as mulheres estarem em maioria nos grupos virtuais de leitura, onde o boca a boca corre rápido. Os estudiosos do comportamento feminino argumentam, ainda, que a demanda feminina por produtos pornôs estava represada e já dava há tempos sinais de que iria explodir.
Na verdade, todos concordam que vivemos um momento histórico singular: libertamo-nos de muitos tabus, assumimos que gostamos de sexo e estamos buscando, em massa, caminhos individuais para o prazer.

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